
O olhar esbugalhado não mente, não engana
O peso é triste, se arrasta, e o que vê pela frente,
O peso é triste, se arrasta, e o que vê pela frente,
E é repulsivo.
Mórbido.
Apesar da compulsão de ter/reter
Afugentar recalques- devem ser tão doídos
Esquecidos a quais duras penas
O que acontece é que se fortalecem, mais e mais
O que acontece é que se fortalecem, mais e mais
Cristalizam-se, os complexos.
Pelo corpo truculento- ações, ardis nada exemplares
Se denuncia, sem reconhecer
Seria como enxergar a sua hediondez
Não pode.
Passam-se os tempos, todos, os fatos, os desatinos, estragos
Voltas e voltas, disfarces- egocêntricos e feridos
Para cair sempre, e de novo, eterno ciclo que não se rompe
Naquele enorme vazio (mas só queria fugir...!)
E apesar de maldizer a qualquer um por seu infortúnio
Conhece muito bem (velho parceiro)
O volume, o exagero da sua gula, da sua gana, do seu horrível olhar voraz
Se denuncia, sem reconhecer
Seria como enxergar a sua hediondez
Não pode.
Passam-se os tempos, todos, os fatos, os desatinos, estragos
Voltas e voltas, disfarces- egocêntricos e feridos
Para cair sempre, e de novo, eterno ciclo que não se rompe
Naquele enorme vazio (mas só queria fugir...!)
E apesar de maldizer a qualquer um por seu infortúnio
Conhece muito bem (velho parceiro)
O volume, o exagero da sua gula, da sua gana, do seu horrível olhar voraz
Freud's Perverse Polymorph (Bulgarian Chil Eating a Rat)-1939-Salvador DaliDa perversidade latente
Que surrupia, ao invés de criar
Que surrupia, ao invés de criar
Mente
Acumula, sabendo que nada tem- fome que nunca irá passar ( mas não percebe)
Agrega em si, tristemente e tudo, incapaz de equilibrar, dar forma, harmonizar
Nunca a redenção
Nunca a singela alegria
Tomará a expressão do rosto, só pela vida
Agrega em si, tristemente e tudo, incapaz de equilibrar, dar forma, harmonizar
Nunca a redenção
Nunca a singela alegria
Tomará a expressão do rosto, só pela vida
Ingênua, gratuita
Nunca sem arroubos para justificar (de novo, o peso)
Nunca sem arroubos para justificar (de novo, o peso)
E o que faz, para manter o absurdo de si mesmo
É oferecer-se a lentes de visão distorcida (presa fácil)
Que não podem - frágeis, alteradas, doentes
Traduzir o que realmente vêem à frente.
O que, afinal, talvez seja só o que lhe caiba.
Bom seria se todos pudessem ser felizes em sua insanidade.
Denise Alves de Toledo

Obra de Lucien Freud



forte e necessário
ResponderExcluirsó mesmo arte para equilibrar
do grito ao canto
mistério da forma
sem palavra admiramos o óbvio
não há criação sem dor
parto natural
Rê