Mas que dia é esse
Tão perfeito, claro
E morno na medida?
Que mar é esse
Estonteantemente azul em movimento
De orquestra?
Que luz que acalenta, esquenta e ilumina
O coração
Que benção é essa que chega de repente
Singela e soberana?
Que maravilhosa constatação
A de que tenho olhos para ver
Tanto...!
Desfruto, contemplo, me enlevo
Leve vou
Celebro, agradeço, percebo
As sutis, delicadas, cálidas ondas
Do vento.
Sorvo, trago e me inebrio
Sem pressa, sem aquela
De desesperar
Solto o laço que prende o tempo
E me abandono, como em oração.
Assim ela ressurge, toma conta,
Cala a tudo
Mágica que só a ela obedece
E nem precisa gritar
Pois nunca se perde, não se corrompe
Jamais...
Filha legítima da Criação
Aqui está e sempre estará
Mesmo quando não mais os olhos
Para ver!




Calei Denise, com tanta poesia. Cada vez melhor.Beijos. Edna
ResponderExcluirQue lindo!!
ResponderExcluir