
Entre o torto e a direita
Como o roto e o rasgado
Se viu de repente
No meio do nada, e cansado.
Das sutis mentiras ofertadas
Das potentes ilusões mal desenhadas
Lembrou, displicente
Olhar vago no meio da estrada.
Para cima ou para baixo
O centro concentra (um consenso?)
Cismou um segundo, profundo
E parou no meio do mundo.
Vozes persistentes ressoavam
Teimosas e invasivas, atordoavam
Os ouvidos, zumbido zunindo, indo e vindo
Ali, no meio do tempo.
O verde ao lado, o azul de cima
A penumbra ou a tênue luz ao fundo
Um tanto confuso, atordoou
Sentou no meio do chão.
Mãos entre o rosto
Cabeça no chão, uma pausa
Os lábios murmuram murchos, exaustos
No meio do som do trovão.
Os raios lampejam e despertam
Lembranças entorpecem o caos da mente
Alguem, finalmente, não disse
Que no inferno não há encruzilhada?
E no meio do nada, lá no meio da estrada
No centro do mundo, eu profundo
Caminhos todos, juntos,
Sozinho, agora, converge.
Segue em reta, indiferente e sereno
Se estava ali, haveria de seguir.



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