
Os ventos mudavam, e as cores dos sorrisos dos rostos cansados. Já não era possível seguir, a chuva chegava novamente. Sabiam que não havia muito tempo, então desanimaram. Embora não percebessem, o que se lhes apresentava era algo novo.
Um pouco de chuva na alma, tambem, traria novas nuances do que ainda não viam.
Mas naquele momento precisavam aquietar-se, ficar em silêncio.
Ouvir o som pesado do tempo hostil, sem tentar lutar contra ele, dessa vez. Como a intempérie, o desânimo iria embora, tinha que ser assim. Precisavam chegar, e para isso talvez ainda faltasse algo, que não puderam, que não conseguiram ver.
Mas o tempo lhes mostrava, sem dar escolha, que não haveria jeito. Não bastava terem sido fortes, teriam que olhar mais fundo, mesmo que não o fizessem sorrindo.
Teriam que enxergar no escuro, avançar na neblina, e só quando a chuva lhes atingisse o fundo da alma - corpos exaustos, sem poder mais resistir - levantariam os rostos recebendo a chuva sem medo, deixando-a escorrer pelos olhos, penetrar nas entranhas.
Numa trégua a si mesmos precisariam se abandonar, enquanto suas almas fossem reavivadas.
Um pouco de chuva na alma, tambem, traria novas nuances do que ainda não viam.
Mas naquele momento precisavam aquietar-se, ficar em silêncio.
Ouvir o som pesado do tempo hostil, sem tentar lutar contra ele, dessa vez. Como a intempérie, o desânimo iria embora, tinha que ser assim. Precisavam chegar, e para isso talvez ainda faltasse algo, que não puderam, que não conseguiram ver.
Mas o tempo lhes mostrava, sem dar escolha, que não haveria jeito. Não bastava terem sido fortes, teriam que olhar mais fundo, mesmo que não o fizessem sorrindo.
Teriam que enxergar no escuro, avançar na neblina, e só quando a chuva lhes atingisse o fundo da alma - corpos exaustos, sem poder mais resistir - levantariam os rostos recebendo a chuva sem medo, deixando-a escorrer pelos olhos, penetrar nas entranhas.
Numa trégua a si mesmos precisariam se abandonar, enquanto suas almas fossem reavivadas.
Os rostos de expressões transformadas refletiriam o brilho à sua frente. Ainda calados, avançariam devagar. Pela primeira vez, seguiriam sem pressa. Conhecendo seu real tamanho, sentir-se-iam plenos. Mesmo ali, naquela terra vazia, num caminho sem fim.



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