Virtues and Vices: Nobility Anger and Accidie EnvyNão é em qualquer situação
Nem sob qualquer condição
Que o desejo se impõe
Justifica, legitima e transpõe
Barreiras, distâncias, mundos inteiros
E bastantes a si mesmos
Não é pervertendo verdades
Invertendo realidades de outrem
Invadindo histórias alheias
Ou desrespeitando a vida de alguem
Que se cria uma própria, por não possuir nenhuma
Não é com dissimulação, oportunismo ou mera ilusão
Que os erros serão esquecidos
Enganos esclarecidos
E que o passado indesejado se enterrará de vez
Não, não é com egoísmo e pretensão
Que se chega à conquista, seja lá de que valor
Pelo menos, não de verdade
Certamente, não por muito tempo
Nunca se irá esquecer o que no fundo se sabe muito bem
O que foi feito, como e porque
As circunstâncias...
Tudo emerge, de uma vez ou aos poucos
Pra mostrar e lembrar e colocar no lugar
Cada coisa, fatos suspensos no tempo
Trocados na estrada por um enganoso atalho
Não deveria ser assim...
Os erros, há alguns imperdoáveis
Afastam a leveza, o que sempre se busca
Apesar da violência disfarçada...
E aquele bem-estar, almejada sensação
De que está tudo certo
De que tudo, enfim, está em seu devido lugar
Não está
O que está como sempre esteve, e sempre estará
Inabalável e forte, sereno e tranquilo
É o amor que, incondicional em essência
Não se priva de libertar
E deixar ir, pra não se deixar corromper no vício
Pois o que se sente não se escolhe, é virtude dada
Mas o que se quer ter, sim.
Assim como o preço a pagar.
Denise Alves de Toledo
"O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe."
Willian Shakespeare




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