
Um recanto, um refúgio
De céu e geografia perfeitos
Emolduram o encontro, quase secreto
Tão particular
O silêncio enquadra a cena
Em que o calor se abriga
No sopro do vento discreto
A visão colorida pelo ambiente
Percebe cores vivas
Porem, serenas
Eles, então, ali se abrigam
Mas é como se não estivessem
Incorporam-se ao que parece imóvel
Mas os leva para longe dali
Misturam-se ao verde e ao brilho do sol
Pelo branco das nuvens perpassam
E riem
Como crianças fazendo arte, escondidas
Ninguem pode ouvi-los
Quem sabe a longínqua estrela
Ao lado de quem já brincam
Felizes
Sem se aperceber do tempo
Num espaço que a eles pertence
Ao mesmo tempo em que pertencem a ele
E nesse exato momento compreendem
Ainda que não lhes importe
Que aquela tarde que o acaso
Fez questão de trazer, caprichoso
Não se acabaria, mesmo após o regresso
Pois o quadro que ali foi pintado
Bem que se poderia dizer
Retratava a eternidade...
Denise Alves de Toledo




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