
SHANTI!!!

Pelé disse: "Love, Love, Love..."
Às vezes me pego achando muito estranho falar tanto- e sempre- de amor.
E, cada dia mais, vejo que é temática recorrente em minha vida. Será que virei babaca?- penso. Lesada, careta, crédula, ingênua ou o quê?
Se vou lembrando de mim lá atrás, de minha historia, quanto mais longe o tempo vai na lembrança, mais desconheço a menina que fui, a adolescente, a jovem mãe...
Por que eu brigava tanto? Sei o que me incomodava, mas certas coisas vão incomodar a vida inteira, não posso mudar minha história e sou idiota de menos pra achar que o passado se enterra. Nem se muda. Carrego-o comigo, cada pedaço, se bom ou ruim pouca diferença faz no trajeto. São as minhas experiências, o que importa.
Eu nem sabia abraçar, a não ser namorado! Me sentia esquisita no contato físico que não fosse íntimo. Mas xingar eu sabia. Uma pimenta, o que eu era. Perdeu a graça.
Juro que não é pretensão dizer que eu 'era', sugerindo não mais ser...Como comecei dizendo, acho até estranho, às vezes.
A persona que desenvolvi e que me pegou de jeito, forte e estável, prioriza o amor. Rechaça o rancor, doma a raiva, desvaloriza as mágoas.
Uma opção, o que fiz. Consciente. Aos poucos, mas cultivada. Com dificuldade, muita. Mas o caminho que quero seguir. Não me preocupa não ser fácil. Nunca me atraíram as coisas fáceis.
Não me interessam, absolutamente, os que não praticam o amor. Não vou salvar, consertar, criticar nem impor nada a ninguem. Um horror, isso. Mesmo porque não sei o que é melhor, a não ser para mim e dar conta disso já me é trabalho suficiente.
Eis aí uma tarefa que é só minha, impossível dividi-la sem que ter que abrir mão de minha liberdade. Por isso, inaplicável a mim.
O amor.
É o que quero. É o que vivo, em cada detalhe das minhas coisas. Do sorriso que dou a um estranho, da comidinha que faço- quando quero- bem feita. Das palavras que digo a quem queira ou precise ouvir. Do ócio- compartilhado quando possível- para recarregar energias. Do absoluto estado de contemplação da natureza, que me alimenta com sua perfeição. Da receptividade que tenho ao carinho com que me presenteiam a toda hora, com tanta generosidade, e que - hoje - entendo merecer.
Humildade, ainda estou longe! Sempre estarei, mas colei nela. Absorvo sua mensagem, um tantinho me transformo e me torno um pouco melhor do que antes. Melhor para mim, do jeitinho que eu quero.
E ainda que às vezes ache muito estranho tudo isso - que pieguice incurável é essa que se instalou em mim? - vejo que é porque me deixa leve. O amor é leve. E aguenta carregar qualquer peso...
É gostoso falar dele o tempo todo. A todo momento, tê-lo como foco.
Perdão.
Eis uma palavra que tambem está distante de minhas ambições.
Não me seduzem teorias de 'auto-ajuda'. Nem dou bola, acho auto-ilusão, hipocrisia e manipulação, tal como é vendida.
Esse papo de perdão tem a ver com Deus, é completamente particular e diz respeito só a mim e a Ele. Não tenho poder para perdoar a ninguem e só posso ser perdoada daquilo que, de verdade, enxergo como um erro que tenha cometido. E do qual venha a me arrepender. Não me punir, mas sinceramente me arrepender. E reparo-o, me comprometendo comigo mesma a não negligenciá-lo em favor de meu ego.
Amor, sempre.
O que, muitas vezes, traduz-se apenas em não atingir ao outro, não atravessar o caminho do outro para avançar no meu. É simples, o amor. É fraterno, é um estado de espírito, como entendo e gosto disso!
E quando me vem à cabeça essas lembranças de mim mesma, e de meu temperamento sanguíneo (ou qualquer coisa assim), vem junto a certeza de que cada vez mais distante está. Começou como uma opção, e segue com vida própria, posso assim dizer.
Não há sentido naquilo que não me serve. É como se tivesse se tornado 'persona non grata' (com trocadilho e tudo). Não por ter sido errado, ou errático, mas por não me caber mais.
É o que sempre quis para mim. Não sabia, mas já estava em meu jeito de me envolver e envolver as pessoas. Já era essa, a tônica.
Só resolvi ampliar o horizonte e abrir para o mundo uma mensagem que trazia guardada em mim, mas economizava.
E é muito claro...O mundo e as pessoas do mundo querem amor.
Ao menos do mundo tal como eu o vejo. Com meus iguais, mais não precisa.
E é grande, e tem tanta gente...Esse meu mundo!
E chega de falar em primeira pessoa, coisa que tambem não valorizo muito. Exercíco de auto-afirmação, tem que ser muito dosado, senão inebria...
I'M LOVE.
Denise Alves de Toledo

foto de Victor Jorgensen



é, mas quando vou te visitar ainda tem folego pra discussão! hahahaha
ResponderExcluirÉ amor, tb, meu 'escorpiãozinho' preferido!
ResponderExcluirPior é que esse é de mãe, é pra sempre...hehehehehe
bjbj...Mom!
Lindo texto, Dê! Qualidade impar. Parabéns. Estou com saudades da irmazinha virtual? Sei que a sumida sou eu, mas são os descaminhos da vida, nunca falta de sentimento agassalhadora por ti. Beijos no seu coração imenso.
ResponderExcluirLindo tudo lindo, assim como sua aura. Bjos
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