Folhagem - Denise Toledo
Outono -Denise Toledo
O céu está mais suave e o calor agora ameno.
Um clima de silêncio tranquilo se espalha,
inspirando à quietude e à contemplação.
Sorve-se o aroma agradável que o ar exala;
delicadamente percebe-se da existência a amplitude,
ao percorrer com os olhos o espaço que o rodeia.
A luz é clara mas não mais ofusca.
As cores, que poderiam parecer pálidas não perdem, porem, seu brilho...
Apenas acalmam, cálidas, os ânimos dos excessos.
O que se vê é uma conformação em nova ordem
de coisas, estados, nuances, mas tambem a certeza de um regresso
que o vento anuncia em sua calma passagem.
Vê-se com mais nitidez o contorno das montanhas,
que mantêm-se firmes delineando a paisagem.
Os mares de morros reafirmam os percursos
que os desvios não puderam de todo apagar.
E a estiagem se acaba, trazendo de volta a água dos rios;
naturalmente todas as coisas retomam seu curso.
O que ficou esquecido retorna a seu lugar,
reencontra no outono seu nutriente.
Para tudo que não havia ainda esgotado
sempre haverá a vontade de recomeçar!
As estações se alternam pra mostrar
que o trabalho em terra boa frutifica, cedo ou tarde.
A colheita vem generosa - a seu tempo chegará, na boa hora.
Os campos verdejam a recebê-la alegremente,
quando o sol estiver manso e a visão não mais turvar.
O que se plantou com cuidado não vai embora
como fogo que consome a mata de repente.
Fica ali como se não estivesse, germinando sem pressa.
Os dias passam, a paisagem muda, há o calor sufocante...
As chuvas chegam, o mar se ressente e de novo se acalma...
Passam as chuvas, as cores estão mais vivas e a alma renovada!
Abrindo ao olhar o que ainda está lá, não perdeu o rumo.
Agora já pronto, exalando o perfume e instigando os sentidos.
Meu pomar!
Dos frutos o sumo é doce e não sei quanto a você
mas eu vou saborear..
O céu está mais suave e o calor agora ameno.
Um clima de silêncio tranquilo se espalha,
inspirando à quietude e à contemplação.
Sorve-se o aroma agradável que o ar exala;
delicadamente percebe-se da existência a amplitude,
ao percorrer com os olhos o espaço que o rodeia.
A luz é clara mas não mais ofusca.
As cores, que poderiam parecer pálidas não perdem, porem, seu brilho...
Apenas acalmam, cálidas, os ânimos dos excessos.
O que se vê é uma conformação em nova ordem
de coisas, estados, nuances, mas tambem a certeza de um regresso
que o vento anuncia em sua calma passagem.
Vê-se com mais nitidez o contorno das montanhas,
que mantêm-se firmes delineando a paisagem.
Os mares de morros reafirmam os percursos
que os desvios não puderam de todo apagar.
E a estiagem se acaba, trazendo de volta a água dos rios;
naturalmente todas as coisas retomam seu curso.
O que ficou esquecido retorna a seu lugar,
reencontra no outono seu nutriente.
Para tudo que não havia ainda esgotado
sempre haverá a vontade de recomeçar!
As estações se alternam pra mostrar
que o trabalho em terra boa frutifica, cedo ou tarde.
A colheita vem generosa - a seu tempo chegará, na boa hora.
Os campos verdejam a recebê-la alegremente,
quando o sol estiver manso e a visão não mais turvar.
O que se plantou com cuidado não vai embora
como fogo que consome a mata de repente.
Fica ali como se não estivesse, germinando sem pressa.
Os dias passam, a paisagem muda, há o calor sufocante...
As chuvas chegam, o mar se ressente e de novo se acalma...
Passam as chuvas, as cores estão mais vivas e a alma renovada!
Abrindo ao olhar o que ainda está lá, não perdeu o rumo.
Agora já pronto, exalando o perfume e instigando os sentidos.
Meu pomar!
Dos frutos o sumo é doce e não sei quanto a você
mas eu vou saborear..
Denise Alves de Toledo



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