

Chovia e chovia...
Presságio de sol, eu sabia.
Impossível não perceber o movimento
lento e criador,
no murmúrio intermitente
que era só o que se podia ouvir.
O céu não importava, naqueles dias.
Ao cair da chuva empalidecia, se apagava um pouco, em espera.
A vida se detinha à terra que, receptiva em sua essência,
serena, absorvia...
E todas as coisas se alteravam,
não podia ser diferente.
Os casulos, as folhas secas, as copas das árvores, as raízes;
a natureza toda se movendo sem alarde,
com seu jeito manso
de provocar transformação...
Ao abrir a janela eu já imaginava,
por ter me misturado à chuva
e me feito parte da renovação,
que você surgiria junto com o sol pródigo,
com lindas flores nas mãos.
Aproximar-se-ia com seu jeito franco e meigo,
e confiante e forte e inteiro me levaria
pelo novo caminho que acabara de se abrir para nós...
E o que digo é o bastante, terra que sou,
permeável ao que me chega suave, nada demais.
Sublime é a natureza
que me mostra aonde vou !
Denise Alves de Toledo



muito lindo! ficou mais organizada a primeira pagina, gostei! beijobeijo
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