Olhar para o que não é seu
Querer o que ninguem nunca lhe deu
Fingir o que nem sabe o que é
Verdades não existem, ali ...
Soltar palavras sem pudor
Como se dizer legitimasse a cobiça
E não como se fossem pragas
Que corrompem o amor .
Construir um caminho em chão que não floresce
Antes, endurece .
E o que segue, o olhar que não revela
O ombro encolhido, o andar de boca muda
Ao longo dos dias, longos e abafados
Prenúncios pálidos , sem graça
De nada .
E o que sobra, o que se ganhou
Escolhido, por fim
É prosseguir no mau hábito, entregue
Não há mais a doce voz da liberdade
Que se calou, respeitosa e plena
E levou a beleza
Pra bem longe dali !
Denise Alves de Toledo





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